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sábado, 11 de junho de 2011

Tudo aquilo que somos


Algumas pessoas criam sua própria história em cima da realidade. Perdem tempo imaginando cenas, lugares e inventando sentimentos que nunca existiram. E esse é justamente o grande problema dos que (se) enganam. Depois de um tempo falando mentiras, eles mesmos acabam acreditando nelas.

A verdade é que gente tem mania de querer explicação pra tudo que acontece na vida. Inventamos motivos e desculpas para que as coisas simplesmente façam algum sentido. E quer saber? Nunca fazem.

Pensar e escrever sobre a vida ou sobre o amor é algo abstrato demais. Nem tudo precisa ser compreendido agora. Esse texto por exemplo, pode não fazer nenhum sentido pra você hoje e amanhã, quando o ler de novo, pode dizer tudo. Ao contrário do que andam dizendo por aí, o tempo não cura nada, apenas ensina.

Ensina que você pode sumir por uns tempos e voltar, mas nada do que foi será como já foi um dia. Que mesmo que você torne o passado presente, ele jamais será como nas suas lembranças.

Ensina que você pode cavar um buraco bem fundo na areia do mar, e enterrar por lá todas as suas mágoas e frustrações. Mas, uma hora ou outra, alguém sem saber (ou por querer) vai cutucar. E vai doer.

Ensina que você pode até ter saudades de algum momento importante da sua vida tipo formatura, casamento, aprovação no vestibular, mas o que realmente vai doer numa tarde cinza de domingo, é a saudade dos momentos mais simples como por exemplo, sua mãe te chamando pra acordar, do seu pai te levando para a escola, das implicâncias do seu irmão, do caminho pra casa com os melhores amigos e da sua avó fazendo gracinhas pela casa.

Ensina que o que destrói ilusões e constrói o que está por vir é a necessidade secreta de cada um. Aquela que alimenta a vontade de correr riscos, de fazer o impossível e o oposto do que achamos certo. Pra depois quebrar a cara e dar risada de tudo isso.

Ensina que a vida continua, com ou sem você.

Bruna Vieira

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pode iludir!


Pode iludir suas meninas com poucas palavras. Pode ser o melhor da vida delas e não querer nada sério. Faz elas acreditarem que você vai mudar, que você vai deixar de querer todas e nenhuma. Promete pra cada uma delas que vai beber menos e abraçar mais.
Mas vem me contar depois.

Deixa eu te explicar que elas sofrem por serem mulheres e que um dia você vai achar uma que não seja tão superficial. Deixa eu te jogar mil indiretas enquanto te aconselho sobre as outras. Enquanto isso, eu sou a que não é tão superficial, mas mora longe demais pra mudar sua vida. Enquanto isso eu te espero porque sei que você vai chegar.

Eu nunca pedi mais que isso, na verdade eu nunca pedi nada. Eu só me fiz presente e fiz falta pra deixar você existir melhor que qualquer um.


Escrito por: Verônica Heiss
Blog: http://h-veronica.blogspot.com

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Remar, re-amar, amar


não sei dizer se ainda sei sentir. O meu coração já não me pertence, já não quer mais me obedecer! Parece agora estar tão cansado quanto eu. Até pensei que era mais por não saber que ainda sou capaz de acreditar. Me sinto tão só e dizem que a solidão até que me cai bem. Às vezes faço planos, às vezes quero ir para algum país distante e voltar a ser feliz! Já não sei dizer o que aconteceu se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu. Se meu desejo então já se realizou o que fazer depois, pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim; Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica, o que for. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.

Remar.

Re-amar.

Amar.



(Caio Fernando Loureiro de Abreu )

domingo, 1 de agosto de 2010

Sem título, com sentimento.


Sou confusão e gritaria, e ao mesmo tempo, todo o silêncio do mundo. Sou a ansiedade de um desejo sendo realizado, e o medo incontrolável de tudo dar errado – de novo. Sou a preguiça de um domingo a tarde, e a euforia de uma sexta a noite. Sou a vontade de abrir a geladeira, e angustia de ter engordado. Sou um doce sorriso, e uma lágrima quase salgada. Sou uma canção de amor cantada por alguém desafinado. Consegue ouvir?


Sou o que sou agora mas às vezes me pego pensando no passado, e vejo o quanto mudei. O quanto eu fui, e o quanto dexei de ser. E vejo nas marcas deixadas pela parede, tudo que hoje mais odeio em alguém. O destino me deixou do avesso, e agora não sei se é mesmo eu quem estou errada. Deve ser.

Às vezes me dá umas vontades loucas, de voltar meu primeiro beijo, e correr o mais rápido possível. O que foi? Eu ainda não estava pronta. De voltar na primeira vez que vi meu primeiro amor, e dar um tapa daqueles de filme. O que foi? Ele me fez chorar demais. Voltar naquele Adeus, e abraçar mais forte. O que foi? Aquele abraço me fez falta por muitos anos.
É uma pena, o tempo passou.


Infelizmente ou felizmente, de todas os desejos que tenho, o que mais me agrada é ficar aqui lembrando de tudo. Cansei de engolir o amor, e sempre engasgar depois. Hoje sou uma vegetariana, que apenas observa os animais pela janela. De longe. E se quer saber? Eles ficam melhor assim.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Liberdade Interior


Esse texto deveria falar sobre amor, mas se quer saber, cansei disso.

Cansei de sempre sentir meu coração no estômago – e mais ainda de suportar isso, ir o isso, acaba-me aos poucos, sinto que chegou a hora de colocar tudo no seu devido lugar. Pelo menos por algum tempo.
Se quer saber, a metade que ando dando de mim por aí, tem feito falta. E essa falta se transforma em vazio, que ás vezes – quase sempre – se transformam em palavras – essas palavras. Mas isso me dói, porque quanto mais tento me preencher, mais me divido, mais me falto.

Sinto que esqueci o dedo no botão próxima cena, e ainda estou esperando o trailer da minha vida passar.

(Bruna Vieira)

domingo, 20 de junho de 2010

A Hipocrisia Fede

Vivemos em um mundo onde cada vez mais precisamos atuar para sobreviver. Passeamos pela rua aceitando e participando da peça teatral que cada pessoa compõe dia após dia. Representamos nessa peça a hipocrisia, em suas mais variadas formas. Comumente usada, a hipocrisia é uma palavra mais pomposa para designar a falsidade. E convivemos com os falsos todos os dias. O cara que te deu bom dia, depois que você passou, fez uma cara de nojo. A coleguinha de sala que disse que odiou seu vestido novo, comprou um igualzinho no dia seguinte. Aquelezinho que flerta você no MSN está rindo de você com os amigos. Não adianta fugir, não adianta fechar o coração: o mundo pede por hipocrisia. Também já precisamos ser falsos com alguém. Atire a primeira pedra quem nunca cumprimentou alguém que não suporta só por educação. Somos todos fadados a sofrer e praticar a hipocrisia algum dia. Mas nem por isso somos obrigados a aturá-la. Se existe uma coisa que pode ser fortíssima aliada para descobrir os hipócritas (os que convivem com você) é o tempo conjugado com a observação. Com o passar dele, ao analisarmos as atitudes e falas de determinadas pessoas, vamos descobrindo até que ponto ela acha que nos engana. Sem contar que, como instinto, quem é falso comente falhas na hora de atuar. Pode perder a fala, desviar o olhar, agarrar em uma palavra, não ser específico... São várias atitudes que mostram que a pessoa está claramente tentando te enganar. Só que, assim como essa pessoa, você tem o instinto de sentir que ela faz isso. Você percebe muito mais e finge muito melhor que ela. A melhor sensação nessa situação é quando você descobre que tal pessoa é falsa e, quando ela vem conversar contigo, você devolve na mesma moeda, morrendo não de vontade de rir, mas de pena do sujeito. Pena de como alguém se suja pra tentar ser quem não é. Talvez eu esteja sendo hipócrita em escrever isso. Talvez você seja hipócrita ao se igualar. Ou talvez estejamos apenas não sucumbindo e nos defendendo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O estranho sumiço das borboletas


Dizem que grandes jardins floridos atraem pequenas borboletas
Não concordo
Não funciona comigo
Sou um tipo diferente, uma nova espécie.

Gosto de ficar longe, apenas admirando as flores
Elas se tornaram enjoativas de perto
cores sabores aromas
tudo igual, sempre igual.

Vivo feliz aqui no céu.
Onde espinhos parecem invisíveis
e formigas inofensivas.
onde o vento
não me deixa ter certeza de nada.

Sou uma borboleta diferente de todas as outras
Não acredito em para sempre
só gosto de voar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sobre Coração, O Meu.


Eu sempre fui do tipo de garota que se apaixona. Antes dos cinco, não me imaginava sem meu travesseiro. Não era qualquer travesseiro, era o meu. O único. Tinha cheiro de alguma coisa, que nada mais no mundo tinha. Ele me entendia, e era mais que meu melhor amigo. Minha companhia de quanto minha mãe dizia não, ou quando me obrigava a dizer sim. Mas, eu tive que o deixar, ou ele me deixou. Não lembro.
Depois de algum tempo conheci o vitor, o idiota do sorriso mais bonito do mundo. Estou falando a verdade, eu não era a única que achava, a sala toda, até a professora. Tenho certeza absoluta que ela também era apaixonada por ele, disfarçava mal. Mas, também como não ser? Ele andava com os retardados mais velhos, e era o único que sorria para mim. Bom, pelo menos longe deles. Eu não ligava, nem ele. Eu o amava, e o namorava, e gastava seu nome em meu caderno. Ele não sabia, era secreto. Ok, eu cometi um erro. Contei. Ele nunca mais sorriu, nem longe, nem perto, nem em lugar nenhum. Perdi um amor por tentar contistá-lo. Mas, aprendi que algumas coisas não devem ser ditas, e nem mandadas dizer (se é que você me entende). Coisas desse tipo devem ser engolidas, até a digestão terminar. Até nascer a fome de novo, até o tempo passar.
As coisas costumavam a me deixar, até eu fazer isso pela primeira vez. Aconteceu na adolescência, ou no fim dela. Acredite, quando se deixa alguém uma vez, isso acaba se tornando viciante. Bom, pelo menos foi para mim. Vieram dezenas de outros caras, que sinceramente não merecem ter seus nomes nesse texto. Não conseguiram manter meu coração acelerado por muito tempo. Pisavam sempre no freio na segunda ou terceiro semana. Péssimos motoristas.
Morro de medo que as pessoas pensem que eu não presto, e que não entendam que minhas necessidades não são físicas. Eu não sou a puta do ensino médio que já ficou com todos os alunos da escola. Eu apenas necessito de adrenalina, e de alguém que realmente saiba dirigir um carro. Com velocidade, sem bater, sem frear.

domingo, 21 de março de 2010

Ao meu grande amor


Sabe, às vezes é estranho escrever sobre algo que não me machuca, porque nunca consegui isso antes, não dessa maneira. Acho que você realmente chegou para mudar algumas coisas, colocar o fim em algumas necessidades, mostrar o que realmente é abraço, sorriso e saudade. Eu já disse te amo para pessoas que não mereciam e foi você quem me fez enxergar isso. Eu sei que não sou uma pessoa muito fácil de lidar, tenho muitos defeitos e manias. Como você costuma dizer, garota peculiar que, com as diferenças, mostrou o que realmente é o amor. É muito bom e inexplicável saber que você pensava em mim todos os dias antes de dormir. Que fez planos, que tem saudades, medos e vontades. Fazer parte do seu futuro é o que eu pretendo para o meu, independente do que aconteça e de como aconteça, eu sei que vai acontecer. Se não for como desejamos, que seja da melhor maneira possível. Se não for sua mulher, que eu seja sua melhor amiga. Se não for o seu sol, que seja o brilho das estrelas. Se não for um sorriso, que seja um olhar. Se não estiver aqui, que eu esteja por ai. Se não conseguir me encontrar, mande me procurar mesmo que seja em suas lembranças, eu sei que ainda estarei lá. Se um dia a nostalgia se instalar, não se esqueça, eu estive, eu estou, eu sempre estarei ao seu lado. Desculpa por surtar às vezes, é a minha maneira de mostrar que você faz comigo o que ninguém nunca fez antes, você me fez viver a realidade. Você se tornou a minha realidade.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Palavras e estrelas

De todas as palavras que eu já contei para o vento
essas são as que eu jamais quero que ele espalhe,
as que eu realmente me importo.
De todas os poemas que já escrevi,
você é o verso que eu nunca vou esquecer.
Ainda me lembro de todas as vezes que eu consegui ver as estrelas,
mas só agora eu sei que posso tocá-las. (Bruna Vieira)

domingo, 14 de março de 2010

Sentimentos


Será mesmo que eu posso chamar meus sentimentos de meus?

Sinceramente? Acho que não.
Eles perambulam pelo meu corpo, mas eu não os controlo, só os sinto. Não os entendo, e se quer saber, nem tento mais. Sentimentos agora são intrusos assumidos que habitam meu interior, intrusos quase bem vindos. As vezes eles estacionam em alguns lugares específicos. Por exemplo, no meu coração: Confesso que nunca ficam muito tempo por lá, pelo menos não o quanto e quando deveriam. Mas não reclamo, esse é o meu pits-top predileto, eu gosto de voar sem sair do chão. Outras vezes esses mesmos sentimentos se aventuram em áreas que até eu desconheço. Não vou ser hipócrita, não é ruim. Apenas, estranho. Desejar algo e esquecer de todo o resto as vezes é legal. Infelizmente como eu já disse, meus sentimentos são completamente nômades e indecisos e as vezes desaparecem. Nessa hora eu surto. Não acredito em nada, me arrependo de tudo. Mas isso não dura muito. Ele não sabe brincar de pique-esconde por muito tempo. Assim como eu, ele se cansa fácil e reaparece: De uma maneira diferente, em um lugar diferente.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Eu ainda não sei


Porque toda vez que eu não consigo te tocar
eu sinta tua falta.
e quando esta bem perto,
necessito que que se afaste.
é um pedido meu,
um decreto do coração.

Eu nunca soube como te dizer,
minhas teorias sempre foram complicadas demais,
eu tive medo de me arrepender,
arrisquei te perder,
para saber o que iria acontecer.

O meu quarto continua uma bagunça,
e o seu cheiro não esta mais no ar.
eu sinto sua falta, mas não sei até quando isso vai durar
se você bater na porta agora,
talvez eu nem abra a porta
mas por favor,
não hesite em tentar.

Coração Nômade



Uma vez me disseram que todos um dia amam, e isso me atormentou por muito tempo. Não que eu seja a mais seca das rosas, mas eu nunca consegui manter nada. Não que eu seja a garota mais diferente do mundo, porque eu sei que não sou. Uso calça jeans, me preocupo com meu cabelo no calor e passo meu tempo pensando em besteiras. Mas é que por dentro, eu sinto algo diferente. Algo que já tentei descrever em milhares de textos e poemas, não consigo. Mas, por você tentarei explicar, mesmo que inutilmente o que sinto agora. Espero que eu não mude de opinião até você leia, as vezes acontece. Já me apaixonei por vários garotos, de todos os tipos, jeitos e defeitos. (defeito deveria ficar em letra maiúscula você não acha?) e nada durou por mais que um ano. Não pense mal de mim, apesar de as vezes eu também achar que não presto eu sei que sou uma boa garota. Se não sou, tento. O problema não é exatamente a intensidade, porque nos primeiros dias eu viro uma típica idiota apaixonada . Daquelas que muda o trajeto da escola, ensaia o que vai dizer e fica vermelha só de pensar. Digamos que o problema seja em manter tudo isso. Quando o que eu quero se torna realidade eu abandono, ou melhor, meu coração me abandona. Eu simplesmente paro de sentir. Então, os defeitos começam a aparecer e quando dou por mim, já não consigo nem olhar. Se era amor? Acho que não. Mas também não sei dizer o que era, porque enquanto habitou em mim, fez festa. E toda festa tem acabar uma hora não tem? Pelo menos a minha acaba sempre. E claro, deixa vestígios. Restos insuficientes para uma nova comemoração mas suficientes para me fazer escrever. É por isso que estou aqui, se é que você me entende. Eles no começo são o meu motivo justamente por eu não ser o deles. Isso não é algo legal de se dizer, acredite foi difícil admitir no começo. Os únicos caras que eu ainda penso, são os que me deixaram antes que tudo acontecesse. Quando digo tudo, você sabe do que eu falo NÉ? Esses foram o que mais me fizeram sofrer, disso não tenho dúvida alguma, mas foram também os que me fizeram ver o outro lado da história. Como é o ficar, e não o ir. Mas isso não interessa agora, também não acredito que meus sentimentos por eles sejam algo parecido com o amor. Acredito que seja vontade de colocar um ponto final em uma frase que parou em vírgula. Infelizmente minhas frases nunca são as últimas do texto.

Eu sofro da doença que eu chamo de coração nômade. E estou em busca de um lugar para dormir essa noite. Você sabe de algum?

quinta-feira, 4 de março de 2010

A Carta




Talvez você não consiga mais me entender como antes. Mas, não se preocupe, isso não é exatamente um problema. Algo que talvez deveríamos conversar, mas não hoje, um dia. O que eu quero te dizer, é algo que eu não tenho certeza, algo que eu não entendo. Não é uma novidade alguma para você o fato de eu não entender o que eu sinto, você mais do que ninguém sabe disso. Não quero ter que mentir, então irei direto ao assunto. Talvez você nunca mais escute isso de alguém, talvez ninguém sinta isso, ou pelo menos tenha coragem suficiente para dizer. Pois eu tenho e digo. Eu te odeio. Uma parte de mim não consegue aceitar seus defeitos. É idiota, mas é o que eu sinto. Suas atitudes as vezes me decepcionam, e muito. As coisas não são perfeitas quanto pareciam ser. De fato nos nossos sonhos tudo era mágico, pois a magia acabou. Mas isso não quer dizer que eu não eu te ame, eu te amo. Mas não te amo sempre, só as vezes. Quando você me abraça, quando você sorri e quando você me beija. Isso é amar, não é? Se não for é algo bem parecido. Não quero que você mude, até porque sei que não funcionaria. Quero apenas te dizer a verdade, pois eu não consigo mais viver com mentiras.

Preciso terminar essa carta, te lembrando que isso não é um adeus, nem um até logo. É apenas um: Eu continuarei aqui para sempre. Te amando e te odiando.

<3