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domingo, 10 de julho de 2011

Sabe o que descobri? Adivinha!


Que o amor não é uma lenda...

Não importa se eu esteja na Europa e você na mesma casa. Não importa se ele um dia acabar, estou aprendendo a lidar com perdas. Não importa se os ventos resolverem o soprar para longe de mim, com faz com as folhas no outono. Se os caminhos forem diferentes, se a cinergia não for mais a mesma. Se um de nos morrer. Se seus braços não forem mais a solução e eu tiver que apelar para a camisa de força. Se você deixar seus cabelos crescerem e eu cortar os meus.

Sabe o que eu não entendo? A gente não gosta de uma fruta, uma bebida, uma comida qualquer mesmo sem experimentar. Mais a gente ama mesmo não tendo e pertencendo.

... porque você sempre vai existir.

sábado, 11 de junho de 2011

"Árvores" que marcamos (marcaram)


Não deveria ter sentido o que senti. Era para ser só mais um. Um abraço, o dono do primeiro sorriso ao amanhecer. Era para ser só atração. Nada mais que carinhos e músicas compartilhadas. Uma mão boba e mordidas aqui e ali.

Fui o que queria ser, sem mais. Não me sujeitei a papel de puta. Não coloquei nenhum desses decotes que vão até o umbigo, nada de batom vermelho, piadinhas safadas ao pé do ouvido, nem cantadas baratas. Porém deverá.

Não consegui acordá-lo, prender sua atenção, cantarolar junto a ti, passar mais que 3 horas e 30 minutos por semana. E a pergunta que me faço é...
Porque tudo isso? Porque sentar aqui e tentar me explicar, me fazer entender com palavras, que não tem nada haver. Apenas mais um. Vontade de sumir, correr, surtar. Mas só uma caixa de chocolate iria bem.

Mais eu ainda sou "quadrada", fiel ao meu ser, ao meu amigo que não é tão amigo assim. Coracisco que me faz sofrer, ou eu a ele. Não sei bem. Apenas mais um. Como todos os outros que entraram e sairam do primário ao ensino médio.

Não tive tempo, e por incrível que pareça (mãe) meu sono sedia ao teu lado. Era esquecido ao ver teus sorrisos, tuas mãos, teus dedos acompanhando o ritmo da música sertaneja que ouvíamos, teus olhos fechados a sonhar. Explicação nenhuma isso requer.

Como uma árvore. Onde me sentava próxima, e me sentia protegida.
Só que o problema das árvores, é que não posso levá-las junto a mim, para me proteger do sol ou da chuva. Elas ficam lá paradas.

Como você.
Como eu.

Diferente do meu coracisco e dessas borboletas nômades, que não sabem onde pousar.

Como uma árvore. Uma árvore, dessas que a gente gosta sem saber o porque, e marcamo-as de alguma maneira.

E você? Ficará ai.
Aqui como elas.
Na lembrança.

sábado, 23 de abril de 2011

Só Hoje


Hoje eu fiz o que nunca tinha feito. O que queria fazer .
Tive de mentir e me entregar a meus enganos, se é que você me entende.
Hoje eu ignorei os conselhos.
Me encontrei com pessoas hipócritas, das quais não agregam nada em minha vida. Engraçado, mas essa pessoas do caralho fazem me sentir bem.
Feliz em saber que não sou igual a elas.
Se não pior.
Hoje, como ontem não falei.
Como ontem, não andei pelas ruas que deveria.
Literalmente.
Propositalmente mudei o meu caminho.
Hoje eu parei na esquina dele.
Hoje eu sentei na mesma dizendo esperar o destino.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Nossos desencontro


Mas uma vez estou aqui a escrever, que o problema não sou eu nem você.
Nós apenas amamos um ao outro em estações diferentes.
Você estava no calor do verão.
Eu no tédio do inverno.

Quando o sol apareceu para mim, você já não estava mais lá. Não sei para onde foi, nem como, nem quando, nem porque. Talvez ele estivesse o tempo todo lá fora, mais só quando resolvi sair da cama, e abrir a janela que o notei.

Deixarei as flores brotarem na primavera, e não correr atrás das mesmas no outono, quando a porra dos ventos resolverem sopra-las para longe, a ponto dos meus olhos não mais nota-las. A ponto de sentir saudades.

Porque eu não posso escolher a ordem de tudo.
Porque a nostalgia existe.
Porque eu não mando em nada - meu cachorro nem é educado.
Porque como diz a música,

"O amor não espera, só deixa o tempo passar."

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mas um daqueles confusos


Enfim descobri o que realmente sinto.
A dor no estômago não era fome. Não era o cansaço que me fazia dormir depressa.
Eu não sou louca. Isso não é amar. Mas eu achava que poderia ser (as duas coisas).
Os pensamentos saltos com seus olhos a me fitarem, as conversas desajeitadas, sem rumo, sem fim.
O que me incomodava e me fazia procurar um ouvido, não era nenhum tipo de sentimento que crescia aqui dentro. Eu simplesmente sentia que não havia terminado. Não tinha porque terminar.
Porra, entende que entender não é fácil pra mim.
Não queria descer na estação certa. É tudo igual. As pessoas, a escada sempre no mesmo local, a cor daquela parede, aqueles rabiscos coloridos que nunca sei o que é.
Lembra quando me disse para sentir, "sinta a vibração, a poesia por de traz delas". Eu que sempre tento "sentir" em tudo, não senti nada. Meus pensamentos sumiram naquelas retas tortas, se perderão. Queria eu me perder de verdade... ser encontrada.
Já contei que corri atrás de um trem e fiz tirarem uma fotografia? Nem sei porque fiz aquilo, senti um vazio quando a vi, não o espaço entre eu e o trem (aquele também), só um vazio.
Você não sabe, mas uma boca filha da puta me fez lembrar você.
E eu que acredito em coisas diferentes, em vazios que podem ser preenchidos, em dias planejados que não dão certo, em estações erradas que nos fazem encontra o caminho certo.

Porque poesia a gente inventa.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Era pra ser amigo com "A"


"Você não vai mudar, é fácil presumir
A sua vida de aventura dura pouco tempo
Até se arrepender...
Como já fez milhões de vezes vem se lamentando
Sofrendo, chorando, é digno de você..."

Estava lembrando das noites que descemos a serra. Eu nunca ficava acordada até tarde da noite, mas aquelas eram especiais.
Eu conseguia sorrir sem esforços, minha mente não ficava vazia. Também como podia? Ele não parava de falar, e eu adorava isso. Apenas quando eu resolvia emitir algum som sua palavras se acalmavam, e o seu olhar pousava sobre mim.
Lembrava também de todos os túneis que atravessamos juntos, eu achava engraçado você tentando me fazer acreditar que no fim dele, quando o sol inibido da manhã aparecesse, quando a música do radio voltasse a tocar, nossos dias seriam melhores.
O bacana é que eu não imaginava eles sem você. E para o meu assombro, não imaginava que a resposta um dia dita a você por brincadeira, e sem a menor pretensão de ser verdade, pudesse me acontecer.
"Sou capaz de viver sem você."
Não me arrependo das nossas conversas, das brigas, e dos apelidos bizarros que demos um ao outro. Mas me arrependo da tarde em que abri o meu portão sem lhe conhecer, e convidei-o para entrar.
Porque seu silêncio me incomodou.
Porque as palavras que li abriram um buraco em meu peito.
Porque eu fui amiga.
Porque eu acreditei em você, quando ninguém mais estava presente.
Porque eu cansei.
E sem mais.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Uma mulher e um exercito de sentimentos..


Certa madrugada eu cansei daqueles filmes, pensei nos dias que passaram, nas palavras que joguei ao chão, e naquelas que guardei para nunca esquecer.

Eu sonho com um sapo, e não desejo que ele vire um príncipe, porque quero um de pelúcia (na historia ele era de verdade), quero um diferente.
Eu sonho com um maltês, e sim espero que ele fique comigo quando mandá-lo para a casinha.
Tudo porque sei que você irá me abedecer, tudo porque sei que você é o meu príncipe, só que ainda está perdido, procurando o seu cavalo para vir ao meu encontro.

Eu gosto de headband, gosto do meu desarrumado, das fotos no meu quarto prezas por barbantes. Me divirto com bolinhas. E gosto do sabor de um suco de melão.

E por mais que eu pareça comum, eu sou diferente. Sou uma menina confusa, um coração inquieto, uma mulher independente. Que tenta comandar um exercito de sentimentos, e que precisa de um cavalheiro para ajudá-la.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O fim do mundo (Parte II)


(...)Em seguida fez mais do que apenas mover os labios para enunciar as palavras.
- Ruby?
ele estava deitado com os seus cabelos amarelos e os olhos fechados, e a menina que roubava livros correu em sua direção e desabou. Deixou cair o livro preto.
- Rudy, acorde - soluçou. Agarrou-o pela camisa e lhe deu a mais leve sacudidela incrédula. - Acorde, Rudy - e já então, enquanto o céu continuava a esquentar e a despejar uma chuva de cinzas, Liesel agarrava o peito da camiza de Rudy Steiner.
- Rudy, por favor - e as lagrimas se engalfinhavam com seu rosto. - Rudy, por favor, acorde, que diabo, acorde, eu amo você. Ande, Rudy, vamos, Jesse Owens, não sabe que eu amo você? Acorde, acored, acorde...
Mas nada se importou.
(...)
Inclinou-se, olhou para o seu rosto sem vida, e então beijou a boca de seu melhor amigo, Rudy Steiner, com suavidade e verdade. Ele tinha um gosto poeirento e adocicado. Um gosto de arrependimento à sombra do arvoredo e na penumbra da coleção de ternos do anarquista. Liesel beijou-o demoradamente, suavemente, e quando se afastou, tocou-lhe a boca com os dedos. Suas mãos estavam trêmulas, seus lábios eramcarnudos, e ela se inclinou mais uma vez, agora perdendo o controle e fazendo um erro de cálculo. Os dentes dos dois se chocaram no mundo demolido da rua Himmel.
Liesel não disse adeus. Foi incapaz de fazê-lo (...)



Trecho retirado do livro A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak, Capitulo O fim do mundo (Parte II) pág 466 - O melhor livro que já li em toda a minha vida. O mais perfeito. O mais triste. O mais tudo.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Nem tanto saudade


Sentia-me como uma gangorra, altos e baixos com um único impulso. Um saco plástico, sendo levado pelo vento, sem saber aonde ir.
Era você que nessas horas sempre me dizia "Siga em frente".
Mas para onde vou?
Eu estava pensando em você.
Suas mãos a me segurar.
Nos seus passos a me acompanhar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pode iludir!


Pode iludir suas meninas com poucas palavras. Pode ser o melhor da vida delas e não querer nada sério. Faz elas acreditarem que você vai mudar, que você vai deixar de querer todas e nenhuma. Promete pra cada uma delas que vai beber menos e abraçar mais.
Mas vem me contar depois.

Deixa eu te explicar que elas sofrem por serem mulheres e que um dia você vai achar uma que não seja tão superficial. Deixa eu te jogar mil indiretas enquanto te aconselho sobre as outras. Enquanto isso, eu sou a que não é tão superficial, mas mora longe demais pra mudar sua vida. Enquanto isso eu te espero porque sei que você vai chegar.

Eu nunca pedi mais que isso, na verdade eu nunca pedi nada. Eu só me fiz presente e fiz falta pra deixar você existir melhor que qualquer um.


Escrito por: Verônica Heiss
Blog: http://h-veronica.blogspot.com

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pessoas que vão. Sentimentos que ficam.


O relógio a olhava fixamente. Sua cabeça questionava o que devia ser feito. Pensamentos alheios se unificavam, tornando tudo mais difícil.
Ele estava a partir, ela sentada não sabia o que fazer, o que dizer. Como voltar atrás se as palavras já foram ditas.
Ela nunca conheceu a arte de amar, mais sabia que o que sentia era amor. Tímida e orgulhosa sabia que o deixava ir. Perdendo a chance de deixá-lo amar-te também.

sábado, 16 de outubro de 2010

Incomodo inevitável



Aquilo bate num imã
Invade a retina, retém o olhar
Um lance, que laça na hora
Aqui e agora, futuro não há

Avassalador, chega sem avisar
Toma de assalto, atropela
Vela de incendiar
Arrebatador, vem de qualquer lugar
Chega, nem pede licença
Avança sem ponderar...


Aquilo Que Dá No Coração - Lenine

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

e se fosse verdade...


Arthur mergulhou na mundo da ausência, com aquele gosto estranho que se instala ao ecoar no pensamento. Ela penetrou, em silêncio, nas suas veias, impregnando o coração que, a casa dia, batia num ritmo diferente do da véspera.
Nos primeiros dias, ela despertou a raiva , a inveja; não dos outros, mas dos momentos roubados, do tempo que passava. A ausência dissimulada, ao se infiltrar, modificava suas emoções, aguçava-as, tornando-as mais cortantes. No começo podia-se acreditar que existia para ferir, mas, longe disso, a emoção sumia seu perfil mais sensível para agir mais intensamente. Ele sentia a falta, a falta do outro, do amor na sua carne, do desejo do corpo, do nariz que procura um odor, da mão que procura o ventre para nele fazer uma caricia, dos olhos que, através das suas lagrimas, não via nada alem das lembranças, da pele que procura a pele, da outra mão que se fecha no vazio, de cada dedo que se dobrava metodicamente no ritmo imposto, do pé que se soltava e balançava no vazio.

Trecho retirado do livro
"e se fosse verdade... - Marc Levy"

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Remar, re-amar, amar


não sei dizer se ainda sei sentir. O meu coração já não me pertence, já não quer mais me obedecer! Parece agora estar tão cansado quanto eu. Até pensei que era mais por não saber que ainda sou capaz de acreditar. Me sinto tão só e dizem que a solidão até que me cai bem. Às vezes faço planos, às vezes quero ir para algum país distante e voltar a ser feliz! Já não sei dizer o que aconteceu se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu. Se meu desejo então já se realizou o que fazer depois, pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim; Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica, o que for. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças!Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.

Remar.

Re-amar.

Amar.



(Caio Fernando Loureiro de Abreu )

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Às vezes sentir


As vezes eu sinto. As vezes eu tenho a necessidade de sentir. As vezes eu canto para ver se alguém tem a coragem de me acompanhar. As vezes eu corro para não ficar parada. Eu sinto que correndo vou te perdendo, e te perdendo me magoando. As vezes eu sinto a vontade de te perguntar. Perguntas que você não saberá responder. Respostas que eu tenho medo de escutar. As vezes eu sinto que ficar calada, é remoer o passado, é sentir o que está oculto, é querer o que não se tem mais. As vezes eu sinto que minhas palavras não se encaixam de uma maneira correta, de uma maneira que te faça entender o que eu realmente sinto. As vezes sinto não me entender. As vezes eu sinto que o bumerangue não irá voltar. As vezes eu tenho medo de que ele volte, e eu não tenha coragem de agara-ló. As vezes eu sinto que o que eu quero é deixa-ló passar.


Sem dizer adeus, sem colocar ponto final, deixando tudo em vírgula.