Páginas

Mostrando postagens com marcador #Meus txt's. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #Meus txt's. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de setembro de 2011

Até aonde você quer chegar?


Daqui a exatamente três dias assoprarei as velilhas. Deixarei de ter 15 para passar aos 16. Para alguns isso é apenas números, a quantos dias ela respira. Para muitos o dia em que completam mais um ano de vida é sinonimo de festa, para outros é um dia de isolamento, de reflexão, e ainda existem aqueles que acreditam no fim. Me encontro nas três opções.
Festejar pela vida, pelas fotografias que hoje estão na minha parede. Pessoas que encontrei, que apareceram, que me fizeram chorar, que já não estão mais aqui. O sorriso e a pureza daquele que amou, que se doou, e que deixou ser alcançado por uma lente fotográfica, registrando o sorriso mais puro e singelo do mundo. Meu avô.

Enquanto escrevo isto converso no msn, web can ligada (para uma amiga que mora distante, nem tão distante assim, Embu da artes, dizem que a feira artesanal de lá é tudo, nunca fui!), fico no facebook, entro na caixa de entrada, saída, reviro minha agenda do celular, releio a mensagem de boa noite que vou mandar a um amigo, um idiota (idiota por estar longe. Me entenda não digo distância, pra isso se dá um jeito, assunto que daria um outro texto. O idiota que tem o melhor beijo!). Fragmentos de uma canção do Nando Reis ("N"), e o escambau. Me distraiu daqui, e volto sem ter as palavras que tentava encontrar. Comecei esse texto as 22:52 e agora já passa da 00:00 (00:04). Agora não faltam mais três dias, e sim dois. Mais faltam quantos dias para eu saber até aonde quero chegar?

Eu quero chegar a uma boca que salive apaixonadamente um beijo meu. Eu quero chegar a ver o amanhecer de um domingo, pensando, decorando um texto com palavras marcadas que seram esquecidas ao pedir ou desculpar um alguém. Recuar. Perdoar. Saber que é mais um dia que se inicia, uma nova semana, um novo recomeço. Apreciar o que um dia vi minha mãe apreciar em uma sala de hospital, a natureza como diz ela (seria o céu, o amanhecer ok? Mais pode ser um filho também, desde que eu seja uma mãe como ela).
Eu quero estudar um idioma apenas por achar graça em seu sotaque (italiano ou francês quem sabe?). Tocar violoncelo para passar o tempo e encher os olhos de alguém, e começar na semana que vem aulas de violão com um tio. Viajar sozinha e acompanhada. Quero sair do Brasil, chegar a acreditar que sou burra por não compreender o idioma falado por algum grupo de amigos ou um casal ao lado (é claro que vou me achar, não falo outro idioma. Ainda não). Ser turista. Quero poder chegar a receber um amigo estrangeiro em minha casa. Hospedar pessoas em minhas relações, em minha vida. Ser a anfitriã. Ensinar ao tal gringo o que é samba. Me arriscar. Sambar de salto alto e de pés descalços, é festejar e caminhar sem ter medo de errar. Até a onde quero chegar? Eu quero chegar ao longe. Ir além daquilo que me mandarem fazer no meu trabalho. Encontrar calmaria em um abraço, servir de travesseiro e cobertor. Andar de balão. Quero ir além de um conselho, as vezes me alto aconselhar. Quero ir além. Mergulhar em um olhar e me encontrar. Até aonde a gente deve chegar?

Amanhã é o dia do meu aniversário (daqui algumas horas), e eu sei que vou passar o dia inteiro em casa, e eu sei que os maiores presentes serão as ligações de pessoas distantes (ai de vocês se não me ligarem !). Não me importa quantos anos ainda me restam. Não me importa se amanhã eu finalmente engordar, se minhas rugas aparecerem, se a pressão arterial subir, se a velhice chegar. Que ela chegue, com fé em DEUS!

Eu não sei até aonde eu quero, devo chegar. E você sabe a que caminhos sua vida tem que passar? Mas eu sei que com 24, 35, 48, 77, 86 ... que seja, vou viver, vou sorrir verdadeiramente como ele (avô) sorriu, vou marcar pessoas, "vou deixar uma marquinha no mundo!", sendo o que sou.

Existe uma música (A música) que amo, Once When I Was Little (Uma vez, quando eu era pequeno), do britânico James Morrison. Além de curtir muito a voz desse cara, a letra é tudo.Então finalizo esse texto com fragmentos desta música:

"Permaneça jovem o tanto que puder, por um bom tempo, porque esses dias passaram voando, como uma brisa que somente passa."

domingo, 10 de julho de 2011

Sabe o que descobri? Adivinha!


Que o amor não é uma lenda...

Não importa se eu esteja na Europa e você na mesma casa. Não importa se ele um dia acabar, estou aprendendo a lidar com perdas. Não importa se os ventos resolverem o soprar para longe de mim, com faz com as folhas no outono. Se os caminhos forem diferentes, se a cinergia não for mais a mesma. Se um de nos morrer. Se seus braços não forem mais a solução e eu tiver que apelar para a camisa de força. Se você deixar seus cabelos crescerem e eu cortar os meus.

Sabe o que eu não entendo? A gente não gosta de uma fruta, uma bebida, uma comida qualquer mesmo sem experimentar. Mais a gente ama mesmo não tendo e pertencendo.

... porque você sempre vai existir.

sábado, 23 de abril de 2011

Só Hoje


Hoje eu fiz o que nunca tinha feito. O que queria fazer .
Tive de mentir e me entregar a meus enganos, se é que você me entende.
Hoje eu ignorei os conselhos.
Me encontrei com pessoas hipócritas, das quais não agregam nada em minha vida. Engraçado, mas essa pessoas do caralho fazem me sentir bem.
Feliz em saber que não sou igual a elas.
Se não pior.
Hoje, como ontem não falei.
Como ontem, não andei pelas ruas que deveria.
Literalmente.
Propositalmente mudei o meu caminho.
Hoje eu parei na esquina dele.
Hoje eu sentei na mesma dizendo esperar o destino.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Nossos desencontro


Mas uma vez estou aqui a escrever, que o problema não sou eu nem você.
Nós apenas amamos um ao outro em estações diferentes.
Você estava no calor do verão.
Eu no tédio do inverno.

Quando o sol apareceu para mim, você já não estava mais lá. Não sei para onde foi, nem como, nem quando, nem porque. Talvez ele estivesse o tempo todo lá fora, mais só quando resolvi sair da cama, e abrir a janela que o notei.

Deixarei as flores brotarem na primavera, e não correr atrás das mesmas no outono, quando a porra dos ventos resolverem sopra-las para longe, a ponto dos meus olhos não mais nota-las. A ponto de sentir saudades.

Porque eu não posso escolher a ordem de tudo.
Porque a nostalgia existe.
Porque eu não mando em nada - meu cachorro nem é educado.
Porque como diz a música,

"O amor não espera, só deixa o tempo passar."

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mas um daqueles confusos


Enfim descobri o que realmente sinto.
A dor no estômago não era fome. Não era o cansaço que me fazia dormir depressa.
Eu não sou louca. Isso não é amar. Mas eu achava que poderia ser (as duas coisas).
Os pensamentos saltos com seus olhos a me fitarem, as conversas desajeitadas, sem rumo, sem fim.
O que me incomodava e me fazia procurar um ouvido, não era nenhum tipo de sentimento que crescia aqui dentro. Eu simplesmente sentia que não havia terminado. Não tinha porque terminar.
Porra, entende que entender não é fácil pra mim.
Não queria descer na estação certa. É tudo igual. As pessoas, a escada sempre no mesmo local, a cor daquela parede, aqueles rabiscos coloridos que nunca sei o que é.
Lembra quando me disse para sentir, "sinta a vibração, a poesia por de traz delas". Eu que sempre tento "sentir" em tudo, não senti nada. Meus pensamentos sumiram naquelas retas tortas, se perderão. Queria eu me perder de verdade... ser encontrada.
Já contei que corri atrás de um trem e fiz tirarem uma fotografia? Nem sei porque fiz aquilo, senti um vazio quando a vi, não o espaço entre eu e o trem (aquele também), só um vazio.
Você não sabe, mas uma boca filha da puta me fez lembrar você.
E eu que acredito em coisas diferentes, em vazios que podem ser preenchidos, em dias planejados que não dão certo, em estações erradas que nos fazem encontra o caminho certo.

Porque poesia a gente inventa.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tropeços de quem não quer aprender a amar.


Ele não mais irá reclamar das minhas calcinhas molhadas atrás do box. Não ficarei irritada por encontra vestígios de creme dental na pia do banheiro, e nem pelas tardes de domingo que convidou os amigos para assistir futebol, quando precisávamos sentar a mesa para conferir os gastos do mês.
Não irá me ignorar quando falar dos burburinhos na redação. Nem me olhara sorrindo quando não conseguir dormir, e pedir para que fique acordado comigo.
Não iremos brigar tentando escolher aonde passar o final de semana, ou os feriados. Nem ficaremos felizes por terminarmos em casa.
Não sairemos para beber juntos. Nem pegaremos resfriado um do outro, por estarmos sempre perto.
Ele não contara os seus sonhos. Nem iremos rir dos meus tropeços, (ás vezes parece que esqueço como se anda)...

Porque tudo isso parece idiota.
Ele não vive mais.
Porque eu o arranquei daqui.
Aquilo que ora me fazia chorar,
ora me fazia sorrir.


"Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você."

domingo, 23 de janeiro de 2011

Era pra ser amigo com "A"


"Você não vai mudar, é fácil presumir
A sua vida de aventura dura pouco tempo
Até se arrepender...
Como já fez milhões de vezes vem se lamentando
Sofrendo, chorando, é digno de você..."

Estava lembrando das noites que descemos a serra. Eu nunca ficava acordada até tarde da noite, mas aquelas eram especiais.
Eu conseguia sorrir sem esforços, minha mente não ficava vazia. Também como podia? Ele não parava de falar, e eu adorava isso. Apenas quando eu resolvia emitir algum som sua palavras se acalmavam, e o seu olhar pousava sobre mim.
Lembrava também de todos os túneis que atravessamos juntos, eu achava engraçado você tentando me fazer acreditar que no fim dele, quando o sol inibido da manhã aparecesse, quando a música do radio voltasse a tocar, nossos dias seriam melhores.
O bacana é que eu não imaginava eles sem você. E para o meu assombro, não imaginava que a resposta um dia dita a você por brincadeira, e sem a menor pretensão de ser verdade, pudesse me acontecer.
"Sou capaz de viver sem você."
Não me arrependo das nossas conversas, das brigas, e dos apelidos bizarros que demos um ao outro. Mas me arrependo da tarde em que abri o meu portão sem lhe conhecer, e convidei-o para entrar.
Porque seu silêncio me incomodou.
Porque as palavras que li abriram um buraco em meu peito.
Porque eu fui amiga.
Porque eu acreditei em você, quando ninguém mais estava presente.
Porque eu cansei.
E sem mais.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Lembra-se de quando eu...


As cores, os aromas, os formatos, os diferentes sabores.
Eu amava mesmo antes de conhecer.
Digamos que hoje aqueles cheiros me enjoam, me enojam, me embrulham o estômago.
A vontade, o desejo... mais o que me faz voar agora não são aquelas flores.
É o desejo pela liberdade, pelo auto conhecimento, pelo reconhecimento. O desejo de uma tarde quente querendo encontrar o mar.
Sinto saudades ... mas eu prefiro assim.
Conhecer novos horizontes. Não me ferir.
Novos sorrisos, novas formas de viver.
Viver para mim.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Uma mulher e um exercito de sentimentos..


Certa madrugada eu cansei daqueles filmes, pensei nos dias que passaram, nas palavras que joguei ao chão, e naquelas que guardei para nunca esquecer.

Eu sonho com um sapo, e não desejo que ele vire um príncipe, porque quero um de pelúcia (na historia ele era de verdade), quero um diferente.
Eu sonho com um maltês, e sim espero que ele fique comigo quando mandá-lo para a casinha.
Tudo porque sei que você irá me abedecer, tudo porque sei que você é o meu príncipe, só que ainda está perdido, procurando o seu cavalo para vir ao meu encontro.

Eu gosto de headband, gosto do meu desarrumado, das fotos no meu quarto prezas por barbantes. Me divirto com bolinhas. E gosto do sabor de um suco de melão.

E por mais que eu pareça comum, eu sou diferente. Sou uma menina confusa, um coração inquieto, uma mulher independente. Que tenta comandar um exercito de sentimentos, e que precisa de um cavalheiro para ajudá-la.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

A lembrança das palavras.


Os fios quebrados eu tirei, as folhas amassadas no fundo da mochila agora estão no lixo. No físico aquelas palavras já não me atormentam, embora na minha cabeça elas permaneçam. Sons distantes, abafados pelo vendo, que por algum motivo marcaram porvir minhas tardes.
Conheço os lugares onde eu e o meu traveseiro estivemos, eles não me perturbam mais.
São pensamentos soltos traduzidos em palavras pra que você possa entender, o que eu também já não entendo.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Pensamentos de uma tarde. Parte I


Eu estava tão cansada, que deixei meus pés caminharem por si só, já que conheciam o caminho e que minha cabeça não respondia os meus comandos. A música que estava tocando na radio não estava me fazendo bem, um tipo de flashback nada agradável. Como queria poder trocar de estação naquele momento, mas os livros em minhas mãos não deixaram elas se mover até o bolso, para regatar o meu velhinho MP3 (a três anos funcionando, um recorde pra mim, já que nada dura ao meu lado), e trocar daquela música. Música que a anos não ouvia, meses talvez. Nunca tive muita noção de tempo e espaço, naquele momento pioro. Tentava andar mais depressa, tentava não olhar para traz, tentava pensar em inúmeras coisas, mais nenhuma delas pode prender minha atenção mais do que alguns segundos.

Enfim avistei o carro, intacto no local onde deixei. É claro que ele estava lá né sua idiota. A única coisa que não para no lugar, são os seus pensamentos e o seu coração. Mas enfim... Coloquei os materiais no teto do carro para poder procurar a chave do automóvel na "zona" de minha bolsa. Abri-o mais rápido possível, pegando os livros, sentando no banco, e jogando no banco trazeiro o MP3 ainda ligado. Pude sentir-me segura ali. Livre de qualquer coisa que me incomodasse.

Nem Ciúmes


Como todas as vezes eu podia ter cantado. Assim aliviaria a minha dor, me acordaria, chamaria sua atenção. Mas eu não consegui. As palavras saíram como um sopro, mas não formaram som algum.
Eu estava entorpecida pela angústia de ve-lo com ela.
Não conseguia andar. Andava, mas a minha sensação era de estar parada a sua frente.
Eu tinha de fazer alguma coisa. Eu tinha de fazer. E adivinha, eu não fiz.
Dói esconder uma lágrima, principalmente quando o sentimento é verdadeiro.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Nem tanto saudade


Sentia-me como uma gangorra, altos e baixos com um único impulso. Um saco plástico, sendo levado pelo vento, sem saber aonde ir.
Era você que nessas horas sempre me dizia "Siga em frente".
Mas para onde vou?
Eu estava pensando em você.
Suas mãos a me segurar.
Nos seus passos a me acompanhar.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Última Vez


Meu corpo apelava por minha cama, mas os meus pensamentos não deixavam eu descançar.
Eu precisava te ver.
Dizer adeus.
Dizer eu te amo.
Mesmo com a dificuldade de acreditar, eu temia por não conseguir sentir o mesmo.
Então eu fui, com a unica esperança de entregar-me a você. Eu queria isso. Sentir pela última vez.
O abraço, ah o abraço. Tantas coisas naquele momento, tantas cores, mas as palavras não veio.
E você? Não me viu só, mas também não permaneceu no mesmo.
Aos 45 do segundo tempo eu já sabia que o que me esperava. Com a opção obvia, eu mantive-me firme, passos surrados.
Eu tinha a impreção de que você viria atraz de mim. Eu esperei por isso.
Foi a última vez que eu o vi.
A última vez que eu acreditei em suas palavras.
A última vez que eu senti o meu coração.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pessoas que vão. Sentimentos que ficam.


O relógio a olhava fixamente. Sua cabeça questionava o que devia ser feito. Pensamentos alheios se unificavam, tornando tudo mais difícil.
Ele estava a partir, ela sentada não sabia o que fazer, o que dizer. Como voltar atrás se as palavras já foram ditas.
Ela nunca conheceu a arte de amar, mais sabia que o que sentia era amor. Tímida e orgulhosa sabia que o deixava ir. Perdendo a chance de deixá-lo amar-te também.

domingo, 17 de outubro de 2010

Novamente você


Eu gostava da maneira com que o sol batia ali, gostava do cheirinho da grama molhada de orvalho todas as manhã, da sombra que se formava abaixo da minha árvore. Da nossa. Eu gostava daquele lugar.
Levou tanto tempo para eu me sentir bem, para me sentir inteira após a minha partida. Sentia que falta uma parte de mim, mais quando voltei ela não foi preenchida.
Passou tanto tempo, eu era uma criança quando - sem querer - tive de abandonar minha vida. Lembro de te ver na varanda, uma imagem embasada pelas lágrimas, mais nítido que nos seus olhos havia tristeza, apesar do sorriso em seus lábios para me acalmar.
Não quero lembrar do que se passou, apesar de ser inevitável. Mas não tenho vergonha do mesmo, pois o que sou hoje, sou graças a ele.
Mesmo criança eu te amava. Mesmo pequena eu queria o teu bem. Agora adulta te quero pra mim.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Inquietude


Não durmo, não bebo, não como, não riu. Porque não consigo dizer o que quero.
A saudade só aumenta, pelas vezes que as palavras nunca foram ditas.
O tempo está passando muito mais rápido do que eu, e eu não sei o que fazer.
Vontade de bater na sua porta como naquela noite, e fazer o que não tive coragem de fazer. Beijá-lo, abraçá-lo, senti-lo. Mais hoje estou só.
Hoje eu estou só.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Como tudo inacabado


Abri o meu caderno em suas últimas folhas, e encontrei em uma delas algumas palavras rabiscadas.
Era um texto inacabado, fora escrito em um momento de ódio, embora me lembrasse saudade e carência. Um texto que não tive coragem de posta-lo aqui. Tive vontade de termina-lo, mas as palavras que colocava não dava sentido algum.
Eu já não sentira as mesmas coisas de antes.

domingo, 19 de setembro de 2010

Não se vá. Não permaneça aqui.


Vou parar com esses textos clichês por um tempo. Já que você não me faz sentir como antes. Eu não quero me sentir como antes, mais as vezes bate um abstinência. Uma vontade súbita de parar tudo, e sorrir. Não quero ter que sorrir apenas por querer ser feliz. Quero algo mais.
Por favor, fala comigo, me olha de perto, não de longe. Mesmo que não role nada (não é pra rolar) apenas permaneça ao meu lado. Você não vai entender. E eu não desejo que entenda. Não vou escrever nada. Nada além do que isso. As letras do meu teclado já estão sumindo. Sumindo como eu de você. Como você de mim.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Às vezes sentir


As vezes eu sinto. As vezes eu tenho a necessidade de sentir. As vezes eu canto para ver se alguém tem a coragem de me acompanhar. As vezes eu corro para não ficar parada. Eu sinto que correndo vou te perdendo, e te perdendo me magoando. As vezes eu sinto a vontade de te perguntar. Perguntas que você não saberá responder. Respostas que eu tenho medo de escutar. As vezes eu sinto que ficar calada, é remoer o passado, é sentir o que está oculto, é querer o que não se tem mais. As vezes eu sinto que minhas palavras não se encaixam de uma maneira correta, de uma maneira que te faça entender o que eu realmente sinto. As vezes sinto não me entender. As vezes eu sinto que o bumerangue não irá voltar. As vezes eu tenho medo de que ele volte, e eu não tenha coragem de agara-ló. As vezes eu sinto que o que eu quero é deixa-ló passar.


Sem dizer adeus, sem colocar ponto final, deixando tudo em vírgula.