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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Nem Ciúmes


Como todas as vezes eu podia ter cantado. Assim aliviaria a minha dor, me acordaria, chamaria sua atenção. Mas eu não consegui. As palavras saíram como um sopro, mas não formaram som algum.
Eu estava entorpecida pela angústia de ve-lo com ela.
Não conseguia andar. Andava, mas a minha sensação era de estar parada a sua frente.
Eu tinha de fazer alguma coisa. Eu tinha de fazer. E adivinha, eu não fiz.
Dói esconder uma lágrima, principalmente quando o sentimento é verdadeiro.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Nem tanto saudade


Sentia-me como uma gangorra, altos e baixos com um único impulso. Um saco plástico, sendo levado pelo vento, sem saber aonde ir.
Era você que nessas horas sempre me dizia "Siga em frente".
Mas para onde vou?
Eu estava pensando em você.
Suas mãos a me segurar.
Nos seus passos a me acompanhar.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Última Vez


Meu corpo apelava por minha cama, mas os meus pensamentos não deixavam eu descançar.
Eu precisava te ver.
Dizer adeus.
Dizer eu te amo.
Mesmo com a dificuldade de acreditar, eu temia por não conseguir sentir o mesmo.
Então eu fui, com a unica esperança de entregar-me a você. Eu queria isso. Sentir pela última vez.
O abraço, ah o abraço. Tantas coisas naquele momento, tantas cores, mas as palavras não veio.
E você? Não me viu só, mas também não permaneceu no mesmo.
Aos 45 do segundo tempo eu já sabia que o que me esperava. Com a opção obvia, eu mantive-me firme, passos surrados.
Eu tinha a impreção de que você viria atraz de mim. Eu esperei por isso.
Foi a última vez que eu o vi.
A última vez que eu acreditei em suas palavras.
A última vez que eu senti o meu coração.