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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Pensamentos de uma tarde. Parte I


Eu estava tão cansada, que deixei meus pés caminharem por si só, já que conheciam o caminho e que minha cabeça não respondia os meus comandos. A música que estava tocando na radio não estava me fazendo bem, um tipo de flashback nada agradável. Como queria poder trocar de estação naquele momento, mas os livros em minhas mãos não deixaram elas se mover até o bolso, para regatar o meu velhinho MP3 (a três anos funcionando, um recorde pra mim, já que nada dura ao meu lado), e trocar daquela música. Música que a anos não ouvia, meses talvez. Nunca tive muita noção de tempo e espaço, naquele momento pioro. Tentava andar mais depressa, tentava não olhar para traz, tentava pensar em inúmeras coisas, mais nenhuma delas pode prender minha atenção mais do que alguns segundos.

Enfim avistei o carro, intacto no local onde deixei. É claro que ele estava lá né sua idiota. A única coisa que não para no lugar, são os seus pensamentos e o seu coração. Mas enfim... Coloquei os materiais no teto do carro para poder procurar a chave do automóvel na "zona" de minha bolsa. Abri-o mais rápido possível, pegando os livros, sentando no banco, e jogando no banco trazeiro o MP3 ainda ligado. Pude sentir-me segura ali. Livre de qualquer coisa que me incomodasse.

Nem Ciúmes


Como todas as vezes eu podia ter cantado. Assim aliviaria a minha dor, me acordaria, chamaria sua atenção. Mas eu não consegui. As palavras saíram como um sopro, mas não formaram som algum.
Eu estava entorpecida pela angústia de ve-lo com ela.
Não conseguia andar. Andava, mas a minha sensação era de estar parada a sua frente.
Eu tinha de fazer alguma coisa. Eu tinha de fazer. E adivinha, eu não fiz.
Dói esconder uma lágrima, principalmente quando o sentimento é verdadeiro.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Nem tanto saudade


Sentia-me como uma gangorra, altos e baixos com um único impulso. Um saco plástico, sendo levado pelo vento, sem saber aonde ir.
Era você que nessas horas sempre me dizia "Siga em frente".
Mas para onde vou?
Eu estava pensando em você.
Suas mãos a me segurar.
Nos seus passos a me acompanhar.