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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A Última Vez


Meu corpo apelava por minha cama, mas os meus pensamentos não deixavam eu descançar.
Eu precisava te ver.
Dizer adeus.
Dizer eu te amo.
Mesmo com a dificuldade de acreditar, eu temia por não conseguir sentir o mesmo.
Então eu fui, com a unica esperança de entregar-me a você. Eu queria isso. Sentir pela última vez.
O abraço, ah o abraço. Tantas coisas naquele momento, tantas cores, mas as palavras não veio.
E você? Não me viu só, mas também não permaneceu no mesmo.
Aos 45 do segundo tempo eu já sabia que o que me esperava. Com a opção obvia, eu mantive-me firme, passos surrados.
Eu tinha a impreção de que você viria atraz de mim. Eu esperei por isso.
Foi a última vez que eu o vi.
A última vez que eu acreditei em suas palavras.
A última vez que eu senti o meu coração.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pode iludir!


Pode iludir suas meninas com poucas palavras. Pode ser o melhor da vida delas e não querer nada sério. Faz elas acreditarem que você vai mudar, que você vai deixar de querer todas e nenhuma. Promete pra cada uma delas que vai beber menos e abraçar mais.
Mas vem me contar depois.

Deixa eu te explicar que elas sofrem por serem mulheres e que um dia você vai achar uma que não seja tão superficial. Deixa eu te jogar mil indiretas enquanto te aconselho sobre as outras. Enquanto isso, eu sou a que não é tão superficial, mas mora longe demais pra mudar sua vida. Enquanto isso eu te espero porque sei que você vai chegar.

Eu nunca pedi mais que isso, na verdade eu nunca pedi nada. Eu só me fiz presente e fiz falta pra deixar você existir melhor que qualquer um.


Escrito por: Verônica Heiss
Blog: http://h-veronica.blogspot.com

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pessoas que vão. Sentimentos que ficam.


O relógio a olhava fixamente. Sua cabeça questionava o que devia ser feito. Pensamentos alheios se unificavam, tornando tudo mais difícil.
Ele estava a partir, ela sentada não sabia o que fazer, o que dizer. Como voltar atrás se as palavras já foram ditas.
Ela nunca conheceu a arte de amar, mais sabia que o que sentia era amor. Tímida e orgulhosa sabia que o deixava ir. Perdendo a chance de deixá-lo amar-te também.