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domingo, 10 de julho de 2011

Sabe o que descobri? Adivinha!


Que o amor não é uma lenda...

Não importa se eu esteja na Europa e você na mesma casa. Não importa se ele um dia acabar, estou aprendendo a lidar com perdas. Não importa se os ventos resolverem o soprar para longe de mim, com faz com as folhas no outono. Se os caminhos forem diferentes, se a cinergia não for mais a mesma. Se um de nos morrer. Se seus braços não forem mais a solução e eu tiver que apelar para a camisa de força. Se você deixar seus cabelos crescerem e eu cortar os meus.

Sabe o que eu não entendo? A gente não gosta de uma fruta, uma bebida, uma comida qualquer mesmo sem experimentar. Mais a gente ama mesmo não tendo e pertencendo.

... porque você sempre vai existir.

terça-feira, 14 de junho de 2011

E eu...


E eu escrevo um parágrafo e corro pra ver se tem e-mail.
E eu escrevo uma linha e corro pra ver se tem mensagem de texto.
E eu não escrevo nada e também não corro, apenas deixo você chegar
aqui do meu lado, em pensamento. E me pego sorrindo, sozinha.
E me pego nem aí para todo o resto.

Mas sabe o que acontece enquanto isso? Enquanto eu não me movo
porque estou lotada de você e me mover pesa demais?
O mundo acontece. O mundo gira. As pessoas importantes assinam
contratos, ganham dinheiro. As pessoas simples lutam por um lugar
na condução, um lugar no mundo. Estão todos lutando. Estão todos
ganhando dinheiro. Estão todos fazendo algo mais importante e
mais maduro do que suspirar como uma idiota e só pensar em você.

Eu tenho muita inveja dessas pessoas maravilhosas, adultas,
evoluídas e espertas que conseguem separar a hora de ir a uma
reunião de condomínio com a hora de desejar alguém na escada do
condomínio. A hora de marcar o dentista com a hora de engolir alguém.
A hora de procurar a palavra "macambúzio" no dicionário com a hora de
se perder com as suas palavras que de tão simples parecem complexas.
A hora de ser inteira e a hora de catar meus pedaços pelo mundo
enquanto você dá sinais desmembrados.

Eu não consigo nada disso, eu me embanano toda, misturo tudo,
bagunço tudo.

A minha única dúvida é se sou a única idiota a fazer isso comigo
ou se sou a única idiota a admitir que faço isso comigo.

Tati Bernardi

sábado, 11 de junho de 2011

"Árvores" que marcamos (marcaram)


Não deveria ter sentido o que senti. Era para ser só mais um. Um abraço, o dono do primeiro sorriso ao amanhecer. Era para ser só atração. Nada mais que carinhos e músicas compartilhadas. Uma mão boba e mordidas aqui e ali.

Fui o que queria ser, sem mais. Não me sujeitei a papel de puta. Não coloquei nenhum desses decotes que vão até o umbigo, nada de batom vermelho, piadinhas safadas ao pé do ouvido, nem cantadas baratas. Porém deverá.

Não consegui acordá-lo, prender sua atenção, cantarolar junto a ti, passar mais que 3 horas e 30 minutos por semana. E a pergunta que me faço é...
Porque tudo isso? Porque sentar aqui e tentar me explicar, me fazer entender com palavras, que não tem nada haver. Apenas mais um. Vontade de sumir, correr, surtar. Mas só uma caixa de chocolate iria bem.

Mais eu ainda sou "quadrada", fiel ao meu ser, ao meu amigo que não é tão amigo assim. Coracisco que me faz sofrer, ou eu a ele. Não sei bem. Apenas mais um. Como todos os outros que entraram e sairam do primário ao ensino médio.

Não tive tempo, e por incrível que pareça (mãe) meu sono sedia ao teu lado. Era esquecido ao ver teus sorrisos, tuas mãos, teus dedos acompanhando o ritmo da música sertaneja que ouvíamos, teus olhos fechados a sonhar. Explicação nenhuma isso requer.

Como uma árvore. Onde me sentava próxima, e me sentia protegida.
Só que o problema das árvores, é que não posso levá-las junto a mim, para me proteger do sol ou da chuva. Elas ficam lá paradas.

Como você.
Como eu.

Diferente do meu coracisco e dessas borboletas nômades, que não sabem onde pousar.

Como uma árvore. Uma árvore, dessas que a gente gosta sem saber o porque, e marcamo-as de alguma maneira.

E você? Ficará ai.
Aqui como elas.
Na lembrança.