
Eu não sei deixar ninguém partir, eu não sei escolher, excluir, deletar. Eu sei ignorar, distanciar, acabar. Não sei amar, não sei ao menos diferenciar saudade de vontade.
É difícil definir o silencio que me corroi por dentro. Em dias nublados é mais fácil levantar a cabeça e não forçar o sorriso, criticando apenas o tempo, clamando pelo sol que não aparece, e que nos sabemos que não irá aparecer. Me sufocando ao gritar pelo calor, querendo um abraço do meu cobertor.
Adoro não ser responsável por absolutamente nada, odeio o peso que uma despedida eterna causa em mim. Não sei por que me torturo tomando atitudes do tipo, fazendo o buraco em meu peito crescer enquanto eu posso ajuda-lo a se cicatrizar.
"A gente acaba mesmo numa esquina qualquer, lembrando de alguém que um dia chegou e depois foi embora, perplexo."

