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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Às vezes sentir


As vezes eu sinto. As vezes eu tenho a necessidade de sentir. As vezes eu canto para ver se alguém tem a coragem de me acompanhar. As vezes eu corro para não ficar parada. Eu sinto que correndo vou te perdendo, e te perdendo me magoando. As vezes eu sinto a vontade de te perguntar. Perguntas que você não saberá responder. Respostas que eu tenho medo de escutar. As vezes eu sinto que ficar calada, é remoer o passado, é sentir o que está oculto, é querer o que não se tem mais. As vezes eu sinto que minhas palavras não se encaixam de uma maneira correta, de uma maneira que te faça entender o que eu realmente sinto. As vezes sinto não me entender. As vezes eu sinto que o bumerangue não irá voltar. As vezes eu tenho medo de que ele volte, e eu não tenha coragem de agara-ló. As vezes eu sinto que o que eu quero é deixa-ló passar.


Sem dizer adeus, sem colocar ponto final, deixando tudo em vírgula.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Borbeletas X Melodia


Eu sinto algo estranho, não é fome, não é sono, não é algo que eu sinta todos dias, mais do mesmo modo me faz sofrer. O incomodo no meu estômago, não é o vazio, esse encontra-se em meu peito. São movimentos suaves e amedrontadores, com assas de borboletas. Quando já não aguento mais, algumas migram para o meu peito, preenchendo o vazio que encontram. Não sei se isso ajuda, a angústia continua. Elas me maltratam, vão subindo por minha garganta, uma espécie de choro, algo que minhas lágrimas amenizam, algo que faz essas bblt's se acalmarem.

Quero continuar a ser seu berço. Você é meu berço.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O livro


Eu gosto de ler meu livro, de estar nele, gosto de reler, reler e reler, procurando sempre uma palavra errada, ou uma ação que não teve nenhuma importância ao texto.
O engraçado é que eu sempre me perco na história. A cada vez que vou virando as paginas vai me dando uma angústia, um arrependimento, uma saudade. Mais logo passa. Quando eu vejo os rabiscos ainda não decifrados, bate uma liberdade, e uma vontade enorme de ler freneticamente cada minuto, não para o livro acabar, pois ele nunca acaba, mais sim para eu poder aprender com cada palavra, para eu poder sentir sempre o que elas querem dizer, sentir os sentimento que o autor quer que eu sinta, e aprender com eles. Amar intensamente, rir por besteira, chorar sem medo de borrar o rimel. Voar, e mergulhas nos sentimentos que encontrar, não importa se me faça rir ou chorar. Sentir, apenas sentir. Cada palavra do meu grande livro. Cada minuto da minha amada vida.